Com apoio da UniMAX e UniFAJ, edição 100% online do NASA International Space Apps reuniu mais de 6 mil brasileiros

Com apoio da UniMAX e UniFAJ, edição 100% online do NASA International Space Apps reuniu mais de 6 mil brasileiros

Evento teve como proposta a criação de soluções para o cenário COVID-19, ocorreu de forma global no final de maio e contou com a mediação de 10 professores dos Centros Universitários de Jaguariúna e Max Planck de Indaiatuba

Mais de 6 mil brasileiros participaram da edição extraordinária do NASA International Space Apps, que contou com o apoio oficial da UniMAX e UniFAJ e contribuição de 11 professores do grupo educacional como mentores voluntários do evento. Durante 48 horas, de forma 100% digital e online, os participantes divididos em mais de 500 equipes de 707 cidades das 27 unidades federativas do país, tiveram de elaborar soluções para o cenário COVID-19. Realizado em escala mundial, ao todo, o Hackathon registrou 15 mil inscritos representando 150 países.

Entre mentores da UniMAX e UniFAJ, estiveram os docentes Edevaldo Vosgrau Jr., Carla Borges, Fernando Freitas, Marcone Medina, Julio Cesar Passos, Jessica Pierre Dyna, Jonival Cortês, Flavio Pacetta, Clenio Casarin, João Guilherme Cren Chiminazzo e Ana Sílvia Sanseverino Rennó. A mediação forma nas áreas de Negócios/Startups/Finanças, Análise de Dados, Meio Ambiente, Saúde, Marketing/Comunicação, Tecnologia/Desenvolvimento de Software, Design, Logística e Inglês.

“Participar como mentor do Hackathon da NASA foi uma experiência incrível! Foram dois dias muito intensos, de constante ajuda a mais de 500 equipes com participantes de diversas áreas de conhecimento. Foi um show e um evento muito bem organizado, considerando ainda ter sido 100% online”, ressaltou o professor João Guilherme. “Foi possível acompanhar várias ideias bacanas e observar como existem pessoas empenhadas em estudos, comprometidas com a Ciência e debruçadas sobre a busca de soluções para problemas enfrentados pela humanidade”, completou.

De acordo com o professor Vosgrau, a edição brasileira proporcionou que pessoas de diferentes idades, escolaridade e atividade profissional, sem o domínio do idioma inglês, pudessem juntas criar uma infinidade de soluções propostas para os desafios estabelecidos pela NASA. “Foram 48 horas de intensa pesquisa, troca de informações, discussões, networking, enfim, de muito aprendizado para cada um dos participantes. Foi uma verdadeira jornada transformadora em que o maior prêmio de todos foi o conhecimento adquirido de forma individual e coletiva”, destacou.

A professora Carla Borges, que já conhecia o Hackathon da NASA como participante, contou como foi a experiência de ser uma mentora. “Tive a oportunidade de conhecer vários projetos. Um dos desafios era relacionado ao isolamento social, o impacto psicológico que isso pode causar nas pessoas, doenças mentais ou problemas de relacionamento. Minha participação foi de orientação e de direcionamento em casos como este. Os participantes criaram aplicativos, ferramentas para reduzir a doença, não a do COVID-19, mas a emocional e as dores da alma. Foram trabalhos muito ricos”, considerou a docente.

Carla comentou também que os organizadores do evento perceberam o desânimo de alguns participantes e então criaram um campo chamado “Saúde Mental”, em que a docente foi convidada a integrar esta equipe com o intuito de reduzir a ansiedade dos grupos. “Para minha surpresa e da organização, muita gente me procurou. A maioria estava angustiada em contribuir tão pouco pela gravidade que é o COVID-19”, disse.

Além do apoio com a divulgação e com a mentoria, o grupo educacional também contribuiu com o EaD UniFAJ que sorteou entre os participantes seis bolsas de estudos, com 50% de descontos, em qualquer um dos cursos de graduação ou pós-graduação.

O QUE É O NASA INTERNATIONAL SPACE APPS CHALLENGE?

Segundo o professor Vosgrau, o NASA International Space Apps Challenge é um Hackathon internacional promovido pela incubadora da NASA. A cada ano, o evento acontece simultaneamente em diferentes cidades do mundo e busca reunir equipes de todo o planeta para resolver os maiores desafios da Terra e do Espaço. As equipes têm acesso aos dados extraídos pela NASA, com o objetivo de criarem soluções para o futuro, do local onde vivem e para o mundo.

Durante a edição extraordinária, as turmas acompanharam webinars técnicos e receberam mentoria de especialistas de todo o Brasil. “As equipes puderam criar, desenvolver e entregar um protótipo da solução para um dos 12 desafios propostos pela NASA. Esta iniciativa contou com a metodologia exclusiva do Space Apps Brazil em parceria com a Panic Lobster e o Founder Institute, visando estimular o melhor de cada equipe e tendo como resultado projetos de excelência, que participarão da competição global, e a equipe vencedora da etapa Brasil poderá acelerar seu projeto com apoio do Founder Institute Brazil”, explicou o docente.

Os grupos tiveram acesso à várias bases de dados abertos e a observação da Terra, liberados pelas agências espaciais participantes deste evento (NASA, ESA, JAXA, CSA e CNES). Os desafios se concentraram nos seguintes temas: Aprendendo sobre o vírus e sua propagação; Mudança local e soluções; Impactos do COVID-19 no sistema Terra; Oportunidade, impacto e recuperação econômicos durante e após o COVID-19.

Por fim, o professor João Guilherme acrescenta que além dos desafios trazidos pela mentoria, o evento possibilitou a expansão do conhecimento tanto dos participantes como dos mentores. “Sensacional ter a oportunidade de olhar com maior proximidade para os ‘N’ estudos disponibilizados pela NASA. Certamente um ‘universo’ de conhecimento envolvente sobre o qual pode-se dedicar horas e horas de leituras sem ver o tempo passar! Fazendo uma brincadeira aqui: é literalmente um “sair da casinha” (nosso Planeta Terra!) e olhar sob novos ângulos (ou ainda, outras órbitas!)”, concluiu.

Texto: Tatiane Dias – (MTB 67029)