COVID-19: RÚSSIA FINALIZA TESTES E PLANEJA DISTRIBUIR VACINA EM AGOSTO

Nesta segunda-feira (13/07), a Rússia concluiu parte dos testes clínicos necessários para comprovação de uma vacina eficaz na imunização do novo coronavírus (Covid-19). Segundo os pesquisadores daquele país, os resultados foram positivos e já existem planos de que a distribuição do antígeno possa ter início em agosto de 2020.

“A pesquisa foi concluída e provou que a vacina é segura”, declarou a chefe do centro de pesquisas clínicas da Universidade Sechenov, Yelena Smolyarchuk, em entrevista à agência de notícias estatal TASS.

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A substância imunizante foi desenvolvida e aprovada pelo Centro Nacional de Pesquisa para Epidemiologia e Microbiologia Gamalei. De acordo com diretor do instituto, Alexander Gintsburg, a previsão é de que o antígeno entre em “circulação civil” entre 12 e 24 de agosto de 2020, segundo informação divulgada na coluna Viva Bem do UOL.

Cautela

Apesar da boa notícia ainda é preciso cautela, pois, os testes bioquímicos com a substância ainda serão realizados. Contudo, a previsão dos pesquisadores russos é de que essa etapa seja finalizada em setembro de 2020. Nesse sentido, de acordo com Gintsburg, a produção em massa por laboratórios poderá começar no mesmo mês.

Os testes clínicos com a vacina russa começaram em junho de 2020. A pesquisa foi realizada pela universidade Sechenov e contou com 38 voluntários que foram remunerados para a análise. Muitos deles vão receber alta na quarta-feira (15/07), pois, tiveram que ficar em isolamento, durante 28 dias, devido aos riscos de possíveis infecções.

OS voluntários têm faixa etária entre 18 e 65 anos, e mesmo após a divulgação sobre a possível eficácia do antígeno, eles serão monitorados por mais seis meses, segundo o UOL.

Outras iniciativas

Em junho de 2020, o exército daquele país iniciou outra iniciativa de testes clínicos com essa substância imunizante. A pesquisa deverá durar sessenta dias e segue em análise. Atualmente, a Rússia concentra o quarto maior número de pessoas contaminadas pelo novo vírus. De acordo com os dados da Universidade Johns Hopkins, em território russo, já são mais de 730 mil pessoas infectadas e, aproximadamente, onze mil mortos.

 

Fonte: ICTQ