“Novo normal” exige resiliência e flexibilidade apontam debatedores do Fórum Internacional realizado pela UniMAX

“Novo normal” exige resiliência e flexibilidade apontam debatedores do Fórum Internacional realizado pela UniMAX

Profissionais da Austrália, Reino Unido e EUA contaram as experiências vividas durante a pandemia nos países em que atuam e opinaram sobre os caminhos a serem trilhados pós Coronavírus

Resiliência, flexibilidade, adaptabilidade, capacidade de agir rapidamente são algumas características esperadas de um profissional pós-pandemia, consideram os convidados do Fórum Internacional online promovido pela UniMAX – Centro Universitário Max Planck de Indaiatuba. Trouxeram um pouco de suas vivências internacionais Talita Meira, Pesquisadora da Universidade de Wollongong na Austrália; Eduardo Yagui, Senior Automotive Engineer da Jaguar Land Rover no Reino Unido; Luis Rallo, Development Engineer na General Motors nos EUA (Estados Unidos da América) e; a alumni de Engenharia de Controle e Automação, Stella Mariscal, da Hella Technology nos EUA.

Com o tema “Desafios globais para uma engenharia do novo normal”, os debatedores apresentaram as ações adotadas, nos países em que atuam, relacionadas a home office, aulas remotas, distanciamento social, gestão de crise, pacotes de medidas econômicas, além de mudanças nos setores da indústria, comércio e ensino.

Talita Meira contou que a Austrália por ser uma ilha e depender do mercado asiático, constantemente acometido por desastres naturais, valoriza muito o planejamento, o gerenciamento de crise e está preparada para uma rápida recuperação, sobretudo no setor de varejo. Segundo a profissional, o país só havia registrado pouco mais de 200 mortes até a realização do Fórum. Ela revelou também que a instituição de ensino em que é professora e faz doutorado optou por retornar às aulas presenciais somente em 2021.

Stella Mariscal que está em Illinois nos EUA explicou que as leis locais não se aplicam aos profissionais estrangeiros, por isso, não pode usufruir dos benefícios concedidos aos cidadãos americanos nem trabalhar home office. Ela teve de assumir novas funções em decorrência da redução do quadro de funcionários adotada como medida de prevenção ao COVID-19. Ela disse que atual situação inviabiliza o planejamento a longo prazo.

Luís Rallo trabalha em Michigan e salientou que o estado foi bem afetado pelo novo Coronavírus, mas que o home office que já era praticado, principalmente, em cargos de gerência e engenharia e a situação só reforçou que o trabalho feito em casa poder ser produtivo e efetivo.

Já no Reino Unido, onde atua Eduardo Yagui e ocorreram inúmeros casos da doença, as restrições foram bem rigorosas, com linhas de produção paradas e abertura apenas de comércios considerados essenciais como farmácia, supermercados, entre outros. Ele destacou que o programa de auxílio do governo concedeu suporte financeiro às empresas durante este período.

Como diferencial dos profissionais, os debatedores ressaltaram também a importância do domínio da língua inglesa como ferramenta de trabalho, que vai além do que é ensinado em escolas e engloba conhecer a linguagem técnica de cada profissão. Também enfatizaram a flexibilidade no planejamento e a análise constante dos planos.

Organizado pelos professores Marcone Medina e Julio Cesar Passos, o Fórum contou com a presença virtual dos diretores da UniMAX, professor Hércules Domingues e da UniFAJ, professor Flavio Pacetta, docentes e alunos de diversos cursos das duas instituições de ensino e público em geral que durante todo o evento participaram ativamente do debate com perguntas e opiniões. 

Texto: Tatiane Dias – (MTB 67029)