SE ALGUMA COISA PODE DAR ERRADO… EVITE!

SE ALGUMA COISA PODE DAR ERRADO… EVITE!

~Publicado em 25.05.2016~
Gerenciamento de Risco é a ferramenta ideal para dar certo

Dizem os pessimistas que se algo pode dar errado, fatalmente dará… E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível. Costumam chamar isso de lei de Murphy.

Existem várias explicações sobre essa máxima. Particularmente, sou simpático a essa versão: “É um comentário ácido e pessimista sobre o Universo, mas de lei, a lei de Murphy não tem nada: não se trata de um conceito matemático, e sim de uma máxima sobre a “perversidade do Universo”. Trata-se da sensação de que o Universo “quer” que dê tudo errado, uma visão de mundo que pode ser interpretada tanto como negativismo puro e simples quanto como um alerta para sempre se tomar todas as precauções possíveis ao trabalhar em algum projeto”. (http://mundoestranho.abril.com.br)

Mas será que isso tudo tem fundamento? Em nosso dia a dia estamos sempre às voltas com situações inesperadas, diante de imprevistos que colocam em risco os nossos planos. Porém, se nosso plano resulta de um processo de planejamento bem estruturado, não precisamos temer os riscos. E não sou só eu quem acredita nisso. Esta é uma área de conhecimento tão útil que figura entre as mais importantes quando falamos em gerenciamento de projetos.

Os projetos estão presentes na vida das organizações e também na rotina das pessoas. Quer ver? Uma viagem, uma festa, um evento, a participação em um curso profissional, a reforma da sua casa. Estes e outros exemplos são projetos que vamos fazendo ao longo da nossa rotina e que, muitas vezes, nem nos damos conta.

Todos os projetos trabalham com uma parcela de incerteza, por isso estão sempre sujeitos a riscos – que são eventos ou condições de incerteza que, se ocorrerem, terão impacto positivo ou negativo em seu projeto. Então, apenas para reforçar: o risco do projeto se origina da incerteza que está presente em tudo na vida.

Diante da ocorrência de tantos insucessos dos projetos, os profissionais ficaram mais atentos e com olhar mais preventivo, mapeamento assim os riscos para que pudessem ser melhor controlados. E assim se deu o desenvolvimento do Gerenciamento de Risco com alguns objetivos bem claros: aumentar a probabilidade e o impacto dos eventos positivos, além de diminuir a probabilidade e o impacto dos eventos adversos.

E como podemos aplicar este conhecimento em nosso dia a dia? Abaixo você confere 4 itens que podem ajudar:

 

  • Identificação de riscos – determine os riscos que podem afetar o projeto e suas características. O que pode dar errado? Em que momento pode acontecer?
  • Análise de riscos – priorize os riscos para análise. Quais as chances de ocorrerem estes riscos? E em caso de ocorrência, qual seu impacto no projeto? Quais devem ser priorizados?
  • Planejamento de respostas a riscos – identifique opções e ações para aumentar as oportunidades e reduzir as ameaças aos objetivos do seu projeto. Aqui entra a criatividade e o detalhe crucial do planejamento. Ou seja, se acontecer… o que eu faço?
  • Monitoramento e controle de riscos – acompanhe os riscos e identifique os novos riscos. Enfim, esteja sempre alerta!

 

Qual a importância de avaliar probabilidade e impacto? Ora, porque existem riscos que embora tenham alta probabilidade de ocorrência, não fazem um estrago tão grande nos prazos do projeto, nos seus custos ou na qualidade dos resultados obtidos. Se eu vou fazer uma festa de casamento e houver grande probabilidade de chuva naquele dia o impacto pode ser pequeno se estivermos falando de um salão coberto.

Probabilidade baixa, por sua vez, também não significa que não devo me preocupar. Por exemplo, naquela festa de casamento, que é meu projeto, eu tenho risco muito baixo de falta de energia elétrica (baixa probabilidade). Mas se ocorrer simplesmente inviabiliza a festa. Seria o caso de ter um gerador de prontidão?

As repostas aos riscos são dimensionadas a partir da combinação de probabilidade e impacto. Assim, se a probabilidade for baixa e o impacto também for baixo, posso simplesmente aceitar o risco, porque providências para evitá-lo podem se tornar desproporcionalmente custosas. Sabe aquele ditado que diz “fica mais caro o molho do que o peixe”?

Probabilidade alta e impacto forte merecem uma resposta diferente. É preciso evitar a sua ocorrência o tanto quanto possível, e ainda tomar medidas para aliviar as perdas. É o seguro do seu carro, por exemplo.

Murphy? Ora, utilize conhecimentos de Gerenciamento de Riscos em seu projeto e fique longe da Lei de Murphy.


Benedito Décio da Silveira Camargo Junior é coordenador do curso de Administração da Faculdade Max Planck. Mestre em Administração. Mestre em Engenharia, é especialista em Gerenciamento de Produção e Bacharel em Administração. Docência no ensino superior há 20 anos, sendo 16 na pós-graduação e MBA. Experiência em cargos de gestão em diferentes tipos de organização empresarial e educacional.