Você é o profissional que o mercado procura?

Você é o profissional que o mercado procura?

Confira as dicas dadas pelo professor Geraldo G. J. Eysink, diretor geral da FAAGROH, em artigo publicado pelo Jornal da Cidade de Holambra 

 

Você, que é estudante ou um profissional já formado e que está ou não em atividade profissional, certamente deve estar se perguntando (pelo menos deveria): você é o profissional que o mercado precisa? Que o mercado procura? 

Devido à pandemia, estamos vivendo um momento quase que único, onde várias “verdades” estão sendo questionadas e constantemente defronte à novos paradigmas que devem ser assimilados, caso queiramos ter um lugar digno neste mundo (mundo vasto mundo). 

Um desses paradigmas, seguramente, é a questão das competências e das habilidades que os profissionais devem ter.

Obviamente, ninguém nega a importância da educação, ferramenta única que permite provocar uma mudança (para melhor) de cada indivíduo e, em consequência, de toda uma sociedade. 

Vários exemplos podem ser citados de países que, poucas décadas atrás, estavam enquadrados como os mais subdesenvolvidos e agora encontram-se no topo do desenvolvimento, graças aos investimentos na educação. Mas, não basta apenas ter um diploma na mão para garantir o acesso e/ou a permanência no mercado: muitos outros pré-requisitos são exigidos e são cada vez mais determinantes.

Mas, não basta apenas ter um diploma na mão para garantir o acesso e/ou a permanência no mercado: muitos outros pré-requisitos são exigidos e são cada vez mais determinantes. Vários especialistas no assunto (por ex. Art Markman) desenvolveram inúmeras teorias sobre essa questão. Através de entrevistas com outros especialistas (tão competentes quanto Art) foram selecionados e sintetizados alguns tópicos relevantes (não se exclui aqui a importância de outras características que não serão mencionadas). 

Primeiro, aprimorar as habilidades e as competências adquiridas na sua formação, mas enfatizando aqui que ter um diploma na mão não significa que pode parar com a sua formação intelectual e técnica. Estudar, pesquisar e buscar aperfeiçoamentos devem ser uma ação contínua, para o resto da vida! 

Paralelo, o que garante a sua entrada (ou permanência) no mercado é conhecer o campo em que você está ou quer atuar, portanto, informe- -se sobre quais as habilidades que são valorizadas nesse setor. 

Aprenda, de fato, uma terceira língua (português e inglês já são obrigação). Que tal um espanhol (não portunhol) ou mandarim? Aprenda também informática e o uso de programas e pacotes de software. Inclua-se nas redes sociais técnicos e seja uma pessoa bem conectada

Essa pandemia, por mais trágica que seja, mostrou claramente que todos nós vivemos num único planeta e só podemos nos sentir plenos como profissionais se “o lado humano e ambiental” também for relevante na nossa vida, pois esse tem o mesmo peso (para não dizer maior) do que a qualificação técnica, aliás, não há como desvincular esses itens. 

Portanto, verifique se você está retribuindo (de fato) à comunidade/sociedade. Isso fará com que você se sinta produtivo, íntegro e verdadeiro, então, além o seu trabalho (técnico), desenvolva ações sócio e/ou ambientais, de preferência seja voluntário. 

Outro item de suma importância é ter um hobby. Esporte, leitura, música, canto, fotografia, dança, caminhadas, viagens, enfim, qualquer coisa que te de prazer pessoal. Isso fará com que você se valorize, com que tenha equilíbrio e, certamente, muito mais disposto para desenvolver as suas atividades profissionais. 

Não podemos esquecer de cultivar amigos e a própria família. São eles o cerne para o equilíbrio emocional. 

Por fim, ainda são imprescindíveis, e não há o que negociar, mais dois itens: ética e ser feliz. Só se é feliz e comprometido (com base ética), quando fazemos o que gostamos e quando estamos contribuindo para um mundo melhor. Sucesso nessa vida!

 

Texto: Professor Geraldo G. J. Eysink, diretor geral da FAAGROH

Publicado em Jornal Cidade Holambra